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Ciro chama promotora de ‘filho da puta’ e PDT pede ponderação

Foto: Divulgação

O presidenciável Ciro Gomes se referiu, sem saber que era uma mulher, uma promotora de São Paulo de “filho da puta”, após ter sido aberta contra ele uma investigação por injúria racial. Em resposta, o PDT pediu ponderação ao pré-candidato. O xingamento gerou repercussão negativa nas redes sociais contra ele. A informação é da Folha.

O conselho para que o pedetista abaixo o tom tem sido feito pela equipe de campanha desde o início do processo eleitoral, mas ele não tem dado ouvidos.

“Agora um promotor aqui de SP resolveu me processar por injúria racial. E pronto, um filho da puta faz isso e… pronto. Ele que cuide de gastar os restinhos das atribuições dele, porque se eu for presidente, essa mamata vai acabar”, disse Ciro, durante um evento na quarta-feira.

O promotora, que teve identidade preservada, pediu o inquérito depois que, em entrevista à Jovem Pan, Ciro chamou o vereador Fernando Holiday (DEM-SP), ligado ao MBL, de “capitãozinho do mato”. Holiday é contra a política de cotas raciais nas universidades.

Por-Bahia.Ba

Sem Lula no páreo, Rui defende candidato de outro partido e Wagner vice

Fotos: Jorge Bastos/ Governo do Piauí

O governador Rui Costa voltou a defender que o PT tenha um candidato de um partido da base aliada na corrida ao Palácio do Planalto nas eleições de outubro, caso o ex-presidente Lula seja impedido de participar do pleito.

Segundo o jornal Folha de S. Paulo, o petista foi além, durante a participação no fórum sobre mobilidade da Associação Nacional dos Transportadores de Passageiros sobre Trilhos; bancou a tese de uma ala da legenda que acredita ser o ex-ministro Jaques Wagner o nome ideal para a vice de Josué Alencar (PR) para a Presidência da República.

“A gente precisa dar um sinal também de que a prioridade é reconstruir Brasil. A melhor pessoa é o Lula, se ele não pode, acho que não necessariamente tem que estar filiado ao PT”

Quanto à aliança com Ciro Gomes (PDT), o petista destacou que a aproximação do ex-ministro com os partidos do Centrão comprometeu a relação e provocou um afastamento entre os interesses.

MP investiga licitação para compra de peixes na gestão do ex-prefeito Deraldino

Deraldino governou Ipiaú por dois mandatos (de 2009 à 2016).

O Ministério Público do estado da Bahia abriu um inquérito civil para investigar supostas irregularidades no procedimento licitatório Carta Convite nº 001/2016, realizado pelo município de Ipiaú, no valor de R$ 78.960,00 para a compra de peixes. A licitação fazia parte das comemorações da Semana Santa no município, onde a prefeitura, por meio da Secretaria de Ação Social e Desporto, promoveu o programa Peixe na Mesa com a distribuição de 9.400 quilos de peixes para pessoas que não tinham condição de adquirirem o pescado. Não foi informado em qual ano a investigação é baseada. De acordo com a portaria publicada no Diário da Justiça desta quarta-feira (18), o inquérito vai investigar o ex-prefeito Deraldino Alves de Araújo (PMDB), Ualisson Gomes de Menezes, Ariana Pires Teixeira, Valdomiro José Rodrigues Neto, Valdinelia Borges Pimentel e os representantes da Distribuidora Colonial LTDA-EPP, vencedora da licitação. *As informações são do site Bocão News

Vereadores de partidos ligados a Rui declaram apoio a José Ronaldo

Por: Angelo Pontes/Divulgação

Liderados pelo vereador Lukas Paiva (PSB), 12 vereadores de Ilhéus declaram apoio ao pré-candidato ao governo do estado pelo Democratas, José Ronaldo. O acordo foi selado na tarde desta segunda-feira (16), em reunião realizada na casa do empresário Samuca Franco, na zona sul da cidade. O ex-prefeito de Feira de Santana esteve acompanhado pelo pré-candidato ao Senado, Jutahy Júnior (PSDB), o vice-prefeito de Salvador, Bruno Reis (DEM) e o deputado estadual Pedro Tavares (DEM).

Juntamente com Lukas Paiva, declararam voto a José Ronaldo, os vereadores Fabrício Nascimento (PSB), Nino Valverde (PSB), Thadeu Muniz (PDT), Luiz Carlos Escuta (PP), César Porto (PDT), Abraão (PDT), Nerival (PC do B), todos de partidos da base do governador Rui Costa (PT), Ivo Evangelista (PRB), Juarez Barbosa (MDB), Paulo Meio Quilo (PV) e Gil Gomes (PV).

“Nosso time está crescendo. Fico muito feliz com o apoio dos amigos e dessas grandes lideranças de Ilhéus”, disse José Ronaldo. No início do ano, os mesmos vereadores foram contra o fechamento do Hospital Regional Luiz Viana Filho e se negaram a ir à inauguração do Hospital Costa do Cacau. BNews

Safra baiana cresce e produção de grãos bate recorde em 2018

Milho_Foto_Manu Dias_GOVBA

Os produtores da Bahia têm muito a comemorar. O estado está colhendo safra recorde de grãos em 2018: são 9,7 milhões de toneladas, segundo o boletim mais recente da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). Esse resultado apresenta um crescimento de quase 20% com relação à safra de 2017. 

A Bahia ocupa o 7º lugar no ranking nacional dos estados produtores do Brasil, com 4,2% da safra nacional, e é líder no Nordeste, onde responde por 45,5% da produção. / Foto_Adenilson Nunes_GOVBA

A Bahia ocupa o 7º lugar no ranking nacional dos estados produtores do Brasil, com 4,2% da safra nacional, e é líder no Nordeste, onde responde por 45,5% da produção. A soja tem contribuído significativamente para esses números, sendo carro-chefe do agronegócio baiano. 
Para essa temporada, a Bahia deve produzir 6 milhões de toneladas do grão, o que garante um crescimento de 16,3%, consagrando a região oeste como um dos principais polos produtivos de soja do país.

A safra de algodão é de 1,2 milhão de toneladas – 36,7% superior à safra do ano passado. A Bahia é responsável por 24% da produção nacional de algodão/ Foto_Manu Dias_GOVBA1

Segunda cultura mais importante entre os grãos produzidos no estado, a cultura de milho deve fechar a safra em 2,6 milhões de toneladas, número 29,1% superior à colheita de 2017. A Bahia é o maior produtor do Nordeste e responde por 34% da produção da região.
A safra de algodão é de 1,2 milhão de toneladas – 36,7% superior à safra do ano passado. A Bahia é responsável por 24% da produção nacional de algodão, ocupando o segundo lugar na cotonicultura do Brasil e atrás apenas do Mato Grosso. 
Já a produção de feijão deve fechar o ano com uma colheita de 296,5 mil toneladas, sofrendo uma redução 1,3% em relação à safra de 2017, devido à diminuição da área plantada na safra de verão.

Secom: Governo da Bahia

Mortalidade infantil do Brasil sobe pela 1ª vez desde 1990

© Reuters/ Ministério da Saúde aponta o vírus da zika e a crise econômica como principais vilões

Após 26 anos em queda, a taxa de mortalidade infantil do Brasil voltou a crescer em 2016. As estimativas para 2017 não são das melhores: espera-se que o índice se mantenha acima do registrado em 2015. O Ministério da Saúde justifica os dados com a epidemia do vírus da zika e a crise econômica que o país enfrenta.

A pasta explica que o impacto do vírus da zika foi, na verdade, com a queda da natalidade, que influencia no cálculo da taxa de mortalidade, além das mortes de bebês por malformações graves.

Já a crise econômica é responsabilizada pelas mortes evitadas, como aquelas causadas por diarreias e pneumonias, que são influenciadas pela perda de renda das famílias, estagnação de programas sociais e cortes na saúde pública.

Dados do Ministério da Saúde, publicados pelo jornal Folha de S. Paulo, mostram que, desde a década de 1990, o país apresentava redução anual média de 4,9% da taxa de mortalidade. O índice estava acima da média global de redução, estimada em 3,2% pelo Unicef em 2017.

A taxa de mortalidade de 2016 no país ficou em 14 óbitos infantis a cada mil nascimentos, um aumento de quase 5% em relação ao ano anterior.

Na América Latina, segundo o relatório do Unicef, a taxa ficou estacionada em 18 óbitos infantis por mil nascimentos entre 2015 e 2016.

Para 2017, estima-se que a taxa fique em, no mínimo, em 13,6 (contra 13,3 de 2015). No entanto, os números oficiais ainda não foram divulgados.

Cálculo

A taxa de mortalidade infantil considera o número de mortos até um ano a cada mil nascidos vivos. A taxa chamada de mortalidade na infância, que considera o número de crianças de até cinco anos mortas a cada mil nascidos vivos, também é monitorada.
Por-Noticias ao Minuto

Eleições 2018: prazo para requerer voto em trânsito começa nesta terça-feira (17)

 

Eleições 2018: prazo para requerer voto em trânsito começa nesta terça-feira (17)

A partir desta terça-feira (17) até o dia até 23 de agosto, o eleitor poderá habilitar-se perante a Justiça Eleitoral para votar em trânsito (fora do seu domicílio eleitoral) nas Eleições 2018. O voto em trânsito pode ocorrer no primeiro, no segundo ou em ambos os turnos, mas somente em capitais e municípios com mais de 100 mil eleitores.

Segundo a legislação, para votar em trânsito, o eleitor deverá comparecer em qualquer cartório eleitoral e solicitar sua habilitação. Basta apresentar um documento oficial com foto e indicar o local em que pretende exercer seu direito de voto. Apenas os cidadãos que estiverem com situação regular no Cadastro Eleitoral poderão votar em trânsito.

Os eleitores que se encontrarem fora da unidade da Federação de seu domicílio eleitoral poderão votar em trânsito apenas na eleição para presidente da República. Já aqueles que estiverem em trânsito dentro da unidade da Federação, porém em município diverso de seu domicílio eleitoral, poderão votar para presidente, governador, senador, deputado federal e deputado estadual.

O voto em trânsito não é permitido em urnas instaladas em outros países. Entretanto, eleitores com título eleitoral cadastrado no exterior, e que estiverem em trânsito no território brasileiro, poderão votar na eleição para presidente da República.

Caso o eleitor habilitado para votar em trânsito não compareça à seção, ele deverá justificar sua ausência, inclusive se estiver em seu domicílio eleitoral de origem no dia da eleição. A justificativa de ausência nos dias de votação não poderá ser feita no município por ele indicado para o exercício do voto.

O voto em trânsito está previsto na Lei nº 4.737/1965 (Código Eleitoral), na Resolução do Tribunal Superior Eleitoral nº 23.554/2017 e no Calendário Eleitoral 2018.

Locais de votação em trânsito

De acordo com a Resolução-TSE nº 23.554/2017, cabe aos Tribunais Regionais Eleitorais (TREs) divulgar em seus sites, até o dia 17 de julho, onde haverá voto em trânsito. Os locais poderão ser atualizados até o dia 23 de agosto.

As seções eleitorais destinadas à recepção do voto em trânsito deverão conter no mínimo 50 e no máximo 400 eleitores. Se o número de eleitores não atingir o mínimo previsto, o TRE agregará a seção eleitoral a outra mais próxima, visando garantir o exercício do voto.

Transferência temporária de eleitores

A transferência temporária para outra seção eleitoral é facultada ainda aos presos provisórios e adolescentes que cumprem medida socioeducativa em unidades de internação, bem como aos eleitores com deficiência ou mobilidade reduzida. O mesmo vale para os integrantes das Forças Armadas, Polícia Federal, Polícia Rodoviária Federal, Polícia Ferroviária Federal, polícias civis, polícias militares, corpos de bombeiros militares e guardas municipais que estiverem em serviço por ocasião das eleições.

Esses eleitores também devem requerer a habilitação para votar em outra seção eleitoral no período de 17 de julho a 23 de agosto. Encerradas as eleições, as inscrições dos eleitores que se transferiram temporariamente para outros locais de votação retornam automaticamente para as seções eleitorais de origem.

Fonte: TSE

Após encontro com Putin, Trump é criticado por oposição e aliados

O presidente dos EUA, Donald Trump, e o presidente russo, Vladimir Putin, realizam uma coletiva de imprensa conjunta após a reunião

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, recebeu críticas de deputados e senadores republicanos e democratas após a reunião que teve hoje (16) em Helsinque (Finlândia) com o presidente da Rússia, Vladmir Putin. Ele foi criticado por ter aceitado as afirmações do líder russo de que nunca interferiu no processo eleitoral americano. 

Na última sexta-feira (13), a promotoria do país acusou formalmente 12 agentes da inteligência russa por hackear computadores da candidata Hillary Clinton em 2016 para prejudicá-la na disputa com Donald Trump.

Até mesmo aliados do presidente Donald Trump criticaram a postura do presidente norte-americano. Após uma reunião de quatro horas com Putin, Trump disse que não houve “conluio” entre ele e o chefe de Estado russo para favorecê-lo em 2016.

Críticas de aliados
A primeira reação foi do presidente da Câmara Paul Ryan. “O presidente precisa reconhecer que a Rússia não é nossa aliada”, disse o republicano. Ele afirmou que Trump deveria ter confrontado o presidente russo durante a conferência de imprensa.

O senador John McCain, republicano do Arizona, disse que a reunião em Helsinque foi um “erro trágico”. “Nenhum presidente anterior jamais se rebaixou mais abertamente diante de um tirano”, disse McCain, que preside o Comitê de Serviços Armados do Senado. Para ele, Trump provou ser não apenas “incapaz” como também “não querer resistir a Putin.”

No Senado, o líder da maioria, o republicano Mitch McConnell, disse que “os russos não são amigos” dos Estados Unidos e afirmou “acreditar inteiramente na avaliação da comunidade de inteligência dos EUA de que Moscou estava envolvida nas eleições”.

A também republicana senadora Lindsey Graham disse no Twitter que o presidente Trump “perdeu a oportunidade de responsabilizar firmemente a Rússia pela intromissão de 2016 e apresentar um forte alerta para futuras eleições”.

Novas especulações
Entre democratas as críticas também foram imediatas e levantaram uma nova onda de especulações sobre os motivos que estariam por trás da postura de aceitação de Trump para com o presidente Putin.

“A única explicação plausível é a possibilidade de o presidente Putin ter informações prejudiciais sobre o presidente Trump”, disse o líder da minoria do Senado, o democrata Chuck Schumer.

Desde o ano passado, quando surgiram as primeiras denúncias sobre a interferência da Rússia nas eleições, algumas notícias que circulam nas redes sociais associam a postura de Trump – de defender a Rússia e desqualificar as denúncias – como uma consequência de um suposto “dossiê” ou material que o governo russo teria sobre Trump.

O presidente norte-americano afirma que estas especulações são fake news, do mesmo modo que desqualifica as próprias investigações das agências de inteligência norte-americanas.

A líder democrata na Câmara dos Representantes, deputada Nancy Pelosi escreveu uma mensagem no Twitter na mesma linha de outros líderes da oposição. “Todos os dias, me pergunto: o que os russos têm sobre @realDonaldTrump, [conta de Trump na rede social], pessoal, financeira e politicamente?”, questionou.

Segundo Nancy, “só a resposta a essa pergunta” explicaria o comportamento de Trump e “sua recusa em enfrentar Putin”.

Por Leandra Felipe – Repórter da Agência Brasil Atlanta (EUA)

SUS tem quase R$ 2 bilhões a receber das operadoras de planos de saúde

Brasília – Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Regional de Taguatinga. Em alguns hospitais do Distrito Federal faltam leitos para os pacientes. Foto: Marcello Casal JR/ABr

Quase R$ 2 bilhões devidos ao Sistema Único de Saúde (SUS) não foram repassados pelas operadoras de planos de saúde ou estão contingenciados devido a ações judiciais impetradas pelas empresas. O valor se refere a atendimentos prestados a beneficiários de saúde suplementar por unidades públicas de saúde.

A cobrança é prevista pela Lei 9.656 de 1998, que define que as operadoras devem ressarcir a União sempre que um de seus beneficiários usar o SUS para um serviço que esteja previsto no contrato do plano de saúde.

Desse valor, R$ 346,27 milhões estão suspensos devido a decisão judicial. Outros R$ 1,28 bilhão simplesmente não foram pagos pelas operadoras de saúde suplementar e foram inscritos na Dívida Ativa da União. Há ainda cerca de R$ 300 milhões que não foram pagos mas ainda não chegaram a ser inscritos na Dívida Ativa.

Os dados são da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), que regula os planos de saúde e é a responsável por fazer os cálculos e as cobranças desses ressarcimentos.

Segundo a gerente de Ressarcimento ao SUS da ANS, Fernanda Freire de Araújo, muitas empresas apostaram na judicialização do processo para evitar o pagamento, uma vez que o Supremo Tribunal Federal (STF) ainda não tinha decidido se o ressarcimento era constitucional ou não. Apenas em fevereiro deste ano, o STF decidiu que a cobrança é legal e pode ser feita pela ANS.

“Até a decisão do STF, a gente ainda tinha uma incerteza, se era constitucional ou não, se elas [as operadoras] iam ter razão na invalidade dessa cobrança, então muitas apostavam na judicialização, porque ela judicializa, deposita o dinheiro e segura a discussão”, disse.

Segundo a gerente, o dinheiro depositado em juízo não será imediatamente ressarcido ao SUS, porque as ações estão distribuídas em varas da Justiça de todo o país e essa cobrança poderá demorar até dois anos. Além disso, nem todo dinheiro depositado em juízo se refere ao questionamento da constitucionalidade do ressarcimento. Alguns processos questionam, por exemplo, o valor cobrado pela ANS por determinado procedimento médico prestado pelo SUS.

A decisão do STF ajudará também, segundo Fernanda, na cobrança do valor que está inscrito na Dívida Ativa. Segundo ela, o ressarcimento é uma forma não só de reaver o dinheiro gasto pelo Estado com o procedimento médico, como também proteger o beneficiário dos planos de saúde.

“O ressarcimento é uma proteção para que a operadora não deixe de constituir a rede dela e não expurgue todo mundo para o SUS. É garantir que o beneficiário tenha seu contrato coberto”, disse.

Nem todas as cobranças, no entanto, deixam de ser pagas ou são contestadas na Justiça. Desde 2013, os planos de saúde já ressarciram o SUS em R$ 2,06 bilhões. O dinheiro é repassado pela ANS ao Fundo Nacional de Saúde para ser repartido entre os estados e prefeituras que prestaram o atendimento ao beneficiário.

Em resposta, a Federação Nacional de Saúde Suplementar (Fenasaúde), que representa as principais operadoras de planos de saúde do país, informou que as empresas recorrem à Justiça quando entendem que a cobrança é indevida (como, por exemplo, nos casos de procedimentos excluídos por lei, fora da abrangência geográfica do plano ou em período de carência) e quando a ANS não aceita anular a cobrança.

Na visão da Fenasaúde, há uma necessidade de maior integração e agilidade de informações entre os sistemas público e privado. “Quando um beneficiário de plano de saúde é atendido na rede pública – como em casos de acidentes em via pública -, a operadora precisa ser informada o mais rápido possível para que promova a transferência dele para a rede privada, desde que essa remoção não cause prejuízo à saúde do beneficiário. Não há interesse das operadoras nem dos beneficiários em utilizar a rede pública de saúde. As operadoras asseguram a oferta e garantia dos serviços contratados junto aos seus beneficiários”, diz nota da Fenasaúde.
Por Vitor Abdala – Repórter da Agência Brasil Rio de Janeiro

França conquista segunda Copa e se iguala a Uruguai e Argentina

Kai Pfaffenbach/Reuters/Direitos reservados/Agência Brasil

A França venceu a Croácia por 4 x 2 e é campeã da Copa do Mundo da Rússia. O time francês foi aplicado taticamente, apostou na solidez de sua defesa e na eficiência de seus atacantes e levantou a taça. Com o título, franceses se juntam aos uruguaios e argentinos como bicampeões do mundo. O primeiro título foi em 1998, contra o Brasil.

Os jogadores receberam a taça debaixo de uma forte chuva em Moscou. O presidente francês, Emmanuel Macron, cumprimentou os jogadores, assim como a presidente da Croácia, Kolinda Kitarovic; o presidente da Rússia, Vladimir Putin e o presidente da Fifa, Gianni Infantino.

Em uma Copa com estrelas de destaque nas principais favoritas, o técnico Didier Deschamps, que jogava na seleção de 98, apostou em um time de qualidade coletiva e com jovens talentos.

A França tem vários jogadores de destaque no futebol mundial, como Mbappé, Pogba, Griezmann e o goleiro Lloris, mas nenhum deles pode ser apontado sozinho como responsável por esse título. O coletivo francês foi o que menos oscilou durante a Copa. Um exemplo está em Giroud. O centroavante titular não fez nenhum gol, mas contribuiu taticamente e não perdeu a vaga no time, mesmo passando em branco na competição.

O jogo
O primeiro tempo mostrou uma Croácia mais agressiva e ofensiva. Mesmo com o peso de três prorrogações nas costas, os croatas não se intimidaram e foram para o ataque. Mas a França tem uma boa defesa e deu poucos espaços para os atacantes adversários.

A França pouco chegava ao ataque, mas quando chegou, marcou. Em cobrança de falta de Griezmann, na primeira subida mais contundente, a bola foi jogada para dentro da área aos 17 minutos. O atacante croata Mandzukic tentou cortar e acabou enganando o goleiro no lance. Subasic apenas assistiu a bola morrer no fundo da rede.

A Croácia saía atrás no placar novamente. O time do técnico Zlatko Dalic teve que correr atrás do prejuízo nas partidas de oitavas, quartas de final e semifinal. E como nessas partidas, buscou o empate. Aos 27 minutos, Perisic recebeu na entrada da área, após cruzamento de Modric, e acertou um belo chute cruzado no canto de Lloris.

Mas a França chegou ao segundo gol, com auxílio do VAR. Perisic cortou um cruzamento com o braço. Os franceses reclamaram, o árbitro argentino Néstor Pitana foi rever o lance no vídeo e marcou o pênalti.

O segundo tempo teve uma Croácia ofensiva, obstinada. Os croatas foram para cima, mas deram espaços lá atrás. E foi assim que a França fez o terceiro e quarto gols. Primeiro, Pogba fez um lançamento perfeito para Mbappé, que invadiu a área e cruzou. A bola sobrou para o próprio Pogba, que emendou para o gol. O camisa 10 francês faria seu gol aos 19 minutos do segundo tempo. Hernandez fez boa jogada pela esquerda e tocou para Mbappé, que recebeu e bateu de fora da área, no canto de Subasic.

A Croácia tentou uma série de jogadas para diminuir o placar, mas chegou ao segundo gol após um erro incrível de Lloris. O goleiro francês tentou sair jogando com os pés e foi desarmado por Mandzukic, que botou a bola para dentro do gol. A Croácia se animou com o gol e tentou mais um, mas a defesa francesa foi sólida, assim como em toda a Copa do Mundo, e garantiu o resultado.

Invasão
A final da Copa do Mundo entre França e Croácia, no Estádio Luzhniki, em Moscou, foi interrompida por causa da invasão simultânea de campo de quatro mulheres, em ato reivindicado pelas integrantes do grupo punk russo Pussy Riot.

A paralisação ocorreu aos 7 minutos do segundo tempo, com entrada no gramado por diversos lados do campo. As invasoras vestiam peças de roupas semelhantes as utilizadas pelos seguranças.

Através das redes sociais, o Pussy Riot assumiu a autoria da invasão. O grupo musical é conhecido pelo ativismo político, de oposição ao governo de Vladimir Putin.

* Com informações da EFE