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Em meio a polêmicas, Maduro é reeleito presidente da Venezuela

© Carlos Garcia Rawlins/Reuters

Em votação marcada pelo baixo comparecimento e não reconhecida pelo seu principal adversário, o ditador venezuelano, Nicolás Maduro, 55, foi reeleito neste domingo (20) para um novo mandato de seis anos, segundo o CNE (Conselho Nacional Eleitoral).

Com 92,6% das urnas apuradas, o chavista obteve mais de 5,8 milhões, ou 67% dos votos válidos, contra pouco mais de 1,8 milhão (21%) para o oposicionista Henri Falcón. Em terceiro, ficou o pastor evangélico Javier Bertucci, com 925 mil (11%).

A abstenção chegou a 54%. Na eleição presidencial anterior, em 2013, esse percentual foi de 20,3%.

Pelo menos 417 feridos no segundo dia de escalada de violência em Gaza

Conflito na Faixa de Gaza – Mohammed Saber/Agência EFE/direitos reservados

No segundo dia de escalada de violência na Faixa de Gaza, autoridades palestinas informaram que apenas hoje (15) já são 417 feridos. A maioria das vítimas é de feridas a bala e sofre com problemas respiratórios causados pela inalação de gás lacrimogêneo.

Pelos dados dos palestinos, apenas ontem (14) houve 60 mortos e 2.771 feridos, inclusive um bebê do sexo feminino de 8 meses, que inalou gás lacrimogêneo e não resistiu.

Os protestos que desencadearam a onda de violência foram causados pela instalação da Embaixada dos Estados Unidos em Jerusalém. Com a medida, o governo do presidente norte-americano, Donald Trump, passa a reconhecer Jerusalém, cidade sagrada para três religiões monoteístas e alvo de disputas entre palestinos e israelenses, como sendo de Israel.

As manifestações ocorrem no momento do 70º aniversário do Dia da Nakba (Catástrofe), em comemoração ao exílio forçado aos palestinos após a criação do Estado de Israel. As regiões de Gaza, Cisjordânia e Jerusalém Oriental amanheceram hoje com lojas, escolas, universidades e creches fechdadas.

*Com informações da Telesur, emissora pública de televisão da Venezuela.

ONU em Mianmar: esperança para os Rohingya?

Rohingyas (Hannah McKay/Reuters)

O Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas  (ONU) está em visita a Bangladesh e Mianmar para tratar da questão dos Rohingyas, uma minoria muçulmana perseguida em Mianmar pelas forças armadas e que já são mais de 700.000 refugiados em Bangladesh. Nesta segunda-feira, membros do conselho se reúnem com o primeiro ministro de Bangladesh, Sheikh Hasina, na capital Daca, antes de irem à capital de Mianmar, Naypyidaw, onde se encontram com a líder do país, Aung San Suu Kyi, além de outros membros do governo e das forças militares.

Durante o final de semana, refugiados Rohingya fizeram apelos aos membros do conselho, no campo de Kutup Along, em Bangladesh, para que os ajudem a retornar a seus lares em Mianmar. Eles também pediram por justiça por sua perseguição, que inclui execuções, estupros e incêndios a vilarejos. Segundo o exército de Mianmar, os ataques são uma reação a insurgentes Rohingya. Os oficiais da ONU devem expressar, em reuniões com os líderes locais, preocupação com a temporada de chuva de monções que se aproxima da região — algo que deve piorar ainda mais a crise humanitária dos Rohingya. Os refugiados também entregaram uma lista de demandas, que incluem a restituição de suas terras e o reconhecimento dos Rohingya como cidadãos de Mianmar.

Na terça-feira, os membros do Conselho irão ao estado de Rakhine, onde viviam originalmente os refugiados, para saber quais são as condições locais e se há possibilidade de retorno. Até então, a ONU não havia recebido permissão oficial para ir a Rakhine, o que fragilizou as relações da organização com Mianmar e Suu Kyi, que já recebeu o Prêmio Nobel da Paz, por sua luta pela democracia na região. Apesar disso, antes da chegada de agentes da ONU, membros do gabinete de Suu Kyi enfatizaram publicamente que o governo quer “um novo relacionamento” com a organização. As conversas desta semana vão mostrar até onde vai essa vontade.
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Desnuclearização foi tema de reunião entre Kim Jong-un e Moon Jae-in, diz porta-voz sul-coreano

O líder norte-coreano Kim Jong-un cumprimenta o presidente sul-coreano Moon Jae-in ao chegar na Zona Desmilitarizada, na sexta-feira (27) (Foto: Host Broadcaster via Reuters)

O presidente sul-coreano Moon Jae-in e o líder norte-coreano Kim Jong-un estão juntos em Panmunjon, onde realizam um encontro histórico nesta sexta (27, horário local).
A conversa entre os dois líderes teve início às 10h15 (22h15, em Brasília), 15 minutos antes do previsto. Eles conversaram sobre a possível desnuclearização de Pyongyang e redigem uma declaração conjunta, informou um porta-voz de Seul.
Na sessão matutina, que durou 100 minutos, “falaram sobre a desnuclearização e estabelecimento da paz na península e sobre melhoria das relações” entre os dois países, que tecnicamente seguem em guerra, de acordo com o porta-voz da presidência sul-coreana, Yoon Young-chan.
Após se cumprimentarem, Moon aceitou o convite de Kim e pisou brevemente no lado Norte da fronteira, sorrindo. Em seguida, ambos cruzaram para o lado Sul.
O presidente sul-coreano disse a Kim que estava “feliz por conhecê-lo” e mais tarde afirmou que a presença de Kim fazia de Panmunjon um símbolo de paz, e não mais de divisão.
Eles foram então escoltados por uma guarnição de honra até a Peace House, edifício que abriga a cúpula e que está localizado na margem sul da fronteira intercoreana. Foi neste local que o cessar-fogo de 1953 entre os dois países foi assinado.

Sul-coreanos segurando bandeiras da unificação coreana assistem noticiário sobre a cúpula entre as duas Coreias e comemoram, perto da Zona Desmilitarizada, em Paju, na sexta-feira (27) (Foto: Reuters/Kim Hong-ji)

Ali, Kim assinou um livro de visitas, onde deixou a seguinte mensagem: “Uma nova história começa agora – no ponto inicial da história e na era da paz”.

Após 27 mortos em protestos, Nicarágua revoga reforma da Previdência

Nicarágua: os protestos envolveram também saques em lojas e supermercados (Oswaldo Rivas/Reuters)

O governo da Nicarágua decidiu revogar neste domingo as reformas propostas para a previdência social que causaram protestos populares que deixaram ao menos 27 mortos desde a última quarta-feira, segundo dados de organizações de defesa dos direitos humanos no país, além de mais de 100 feridos e danos a estabelecimentos comerciais e outros imóveis.

O Conselho Diretor do Instituto Nicaraguense de Seguridade Social (INSS) concordou em revogar as duas resoluções que serviram como “estopim para que se iniciasse esta situação”, disse o presidente da Nicarágua, Daniel Ortega, em mensagem à população.

“Estamos revogando, ou seja, cancelando e deixando de lado, as resoluções anteriores que serviam de estopim para que se iniciasse esta situação”, ressaltou o presidente.

Através de duas resoluções, o Conselho Diretor do INSS tinha estabelecido na última terça-feira um aumento nas alíquotas de contribuição à previdência dos trabalhadores e das empresas, e que os aposentados teriam que arcar com 5% do valor de suas pensões em conceito de cobertura de doenças, entre outras modificações.

Em seu discurso, Ortega reconheceu que essa proposta não teve “viabilidade” e foi revogada para facilitar o diálogo com o setor privado e com os representantes dos trabalhadores.

O presidente disse que a reforma da previdência social “criou está situação dramática”, em alusão aos protestos populares, que, em muitos casos, derivaram em episódios de violência e vandalismo.

Além disso, Ortega convidou o cardeal nicaraguense Leopoldo Brenes e os bispos para que sejam os mediadores de um diálogo entre o Executivo, o setor privado e os trabalhadores.

Os protestos contra Ortega começaram na última quarta-feira, em rejeição às propostas de reforma da previdência social.

A população, no entanto, também protesta contra as supostas fraudes eleitorais, os aumentos contínuos no preço dos combustíveis, a impunidade das forças policiais, as mortes sem explicação de camponeses que se opuseram ao governo, e o discurso oficial de “paz e reconciliação” que, supostamente, não reflete a realidade do país.

Ontem, em seu primeiro comparecimento público desde que a crise começou, Ortega culpou “pequenos grupos da oposição”, cujos nomes não especificou, de serem os responsáveis pelos atos de violência e vandalismo.

Os manifestantes utilizaram as redes sociais para denunciar a repressão exercida por parte da polícia e o apoio dos agentes às forças de choque vinculadas ao governo, a quem responsabilizam pelos saques aos estabelecimentos comerciais.

Soldados do exército da Nicarágua estão mobilizados em várias cidades pelo segundo dia, após uma noite de enfrentamentos e vandalismo, uma situação que se agravou nas últimas horas.

Os incidentes violentos resultaram na morte de pelos menos 27 pessoas, entre elas um jornalista que morreu ao ser atingido por um disparo fulminante enquanto noticiava os protestos, um adolescente e um policial, segundo organizações humanitárias. O governo, no entanto, informou que os mortos são dez, um dado divulgado na última sexta-feira e que não foi atualizado.

Além disso, mais de 100 pessoas ficaram feridas e o número de detidos é desconhecido.

Hoje, o comércio entrou em colapso no país e a escassez de produtos começou a ficar evidente na capital Manágua e em várias cidades do litoral do Pacífico. Exame.com