Presidente do STF tem que ‘criar vergonha’, diz líder do MST após visitar Lula

Foto: Reprodução / Facebook

O coordenador nacional do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), João Pedro Stédile, afirmou nesta quinta-feira (5), após visita ao ex-presidente Lula (PT), que a presidente do Supremo Tribunal Federal, ministra Cármen Lúcia, deve “criar vergonha” e colocar em votação na Corte ações que questionam a legalidade da execução antecipada da pena.

“Temos a obrigação fazer um abaixo assinado dirigido à presidenta do STF para que ela crie vergonha, respeite a Constituição e coloque para votação a ADC que deve julgar se uma pessoa deve ficar presa mesmo sem o julgamento em todas as instâncias”, declarou o líder do MST, que esteve acompanhado na visita a Lula pelo ex-presidente do PT Rui Falcão.

Na última sexta-feira (29), o ministro Gilmar Mendes, do Supremo, foi sorteado relator de uma ação na qual PT e PCdoB pedem que sejam anuladas as prisões determinadas até agora a condenados em segunda instância.

“A presidente desta Corte, ministra Carmen Lúcia, como já dito, insiste em deixar de colocar na pauta do plenário a Medida Cautelar na ADC nº 54 para cessar execuções penais em desacordo com o atual entendimento do tribunal”, argumentam as legendas.

Calendário de mobilizações – Stédile ainda detalhou atos programados para todo o mês de julho pelos movimentos sociais que reivindicam a soltura de Lula.

Entre as mobilizações, está uma greve de fome por 11 militantes, prevista para ser iniciada no dia 31 de julho. No dia 25, haverá atos em defesa do petista em todo o país.

No dia 26, uma caravana sairá de Pernambuco, com destino a Curitiba, onde o ex-presidente está preso na Superintendência da Polícia Federal (PF).

“Esse tipo de visita é muito emotiva. Encontramos ele muito sereno e, ao mesmo tempo, puto da cara com a situação do país e essas manipulações do STF nas últimas semanas”, disse o coordenador do MST.

Bahia.Ba

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