Coreia do Norte concorda com desnuclearização e EUA oferece “garantias de segurança”

Kim Jong-un e Donald Trump fecham acordo histórico. Foto: Shealah Craighead/Casa Branca.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o ditador norte-coreano, Kim Jong-un, se encontraram nesta terça (12), em Singapura. Após o encontro histórico, o norte-americano declarou que os países estão preparados para um “novo capítulo da história”.

Trump e Kim Jong-un ficaram mais de quatro horas reunidos antes de assinarem um acordo também considerado histórico: a Coreia do Norte se comprometeu a desnuclearizar o país, enquanto os Estados Unidos ofereceram ao regime de Pyongyang “garantias de segurança”.

O documento assinado nesta terça afirma que os dois países se comprometem a desenvolver uma nova relação entre si e a cooperar para a “promoção da paz, prosperidade e segurança”. O acordo estabelece ainda uma reunião entre o secretário dos Estados dos EUA e um alto funcionário norte-coreano para discutir sobre a desnuclearização da Coreia do Norte.

O diálogo bilateral consiste em quatro pontos. O primeiro é o “compromisso para estabelecer novas relações entre os Estados Unidos e a DPRK (sigla em inglês para República Popular Democrática da Coreia), de acordo com o desejo dos povos dos dois países de que haja paz e prosperidade”.

Já o segundo ponto traz que as duas nações “unirão seus esforços para construir um regime de paz durável e estável na Península Coreana”. Em terceiro lugar, os Estados Unidos e a Coreia do Norte se comprometeram a reafirmar a Declaração de Panmunjom, acordo entre as duas Coreias, em que Pyongyang se compromete a desnuclearização.

Por último, Trump e Kim Jong-un acordaram em “recuperar os corpos dos prisoneiros de guerra ou desaparecidos em combate” depois da Guerra da Coreia, entre 1950 e 1953, “incluindo o repatriamento imediato daqueles que já foram identificados”.

Fim dos “jogos de guerra”

O presidente Donald Trump anunciou após o encontro com o ditador Kim Jong-un a suspensão dos “jogos de guerra” na Península Coreana. No entanto, os EUA ainda não irão reduzir o contingente militar de 28,5 mil soldados no território sul-coreano.

Segundo o presidente norte-americano, a suspensão das manobras militares na península significa uma “tremenda economia” aos Estados Unidos, apesar da contribuição econômica de Seul. Trump classificou as atividades como provocativas: “sob as atuais circunstâncias, é inadequado realizar jogos de guerra”.

No entanto, as sanções econômicas impostas à Coreia do Norte continuam até que o regime acabe com o arsenal nuclear de maneira efetiva. “As sanções serão suspensas quando tivermos certeza de que as armas nucleares não serão mais eficazes”, declarou Trump.

Fonte: Diário do Poder

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