‘Ataque especulativo’ não barrará candidatura de Lula, diz Gleisi

© Rodolfo Buhrer / ReutersPresidente do PT visitou a vigília em apoio ao ex-presidente, nesta sexta-feira (11), em Curitiba (PR)

A presidente do PT, senadora Gleisi Hoffmann, esteve na vigília em apoio ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, na manhã desta sexta-feira (11), em Curitiba (PR). Em frente ao prédio da Polícia Federal, onde o petista está preso, a senadora afirmou que a Constituição Federal garante o direito de qualquer pessoa ser candidata a qualquer cargo público, mesmo que sobre ela paire uma condenação em segunda instância.

Lula foi condenado, pelo Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4), a 12 anos e um mês de prisão, pelos crimes de corrupção e lavagem de dinheiro, no caso do triplex no Guarujá (SP).

Por ter sido sentenciado por um órgão colegiado, ele foi enquadrado na lei da Ficha Limpa e dependerá da Corte eleitoral do país para tentar não ter a candidatura impugnada.

O ex-presidente foi preso no dia 7 de abril. Ainda cabem recursos em instâncias superiores. Segundo a senadora, o direito de ser candidato é garantido a todos, até que exista uma condenação definitiva em um processo penal já encerrado na Justiça. Ainda de acordo com Gleisi, “ataque especulativo” não barrará candidatura de Lula à Presidência.

“Mas e a lei da Ficha Limpa?, perguntam alguns. Ora, a lei da Ficha Limpa prevê que qualquer pessoa tem direito a se candidatar, ter o nome da urna, mesmo que condenado em segunda instância, e concorrer às eleições. A norma apenas determina que, em caso de vitória, o candidato só poderá ser diplomado se não tiver condenação”, explicou Gleisi.

Conforme reafirmou a presidente do PT, Lula pode e irá concorrer, enquanto sua defesa luta para provar sua inocência no Superior Tribunal de Justiça (STJ) e no Supremo Tribunal Federal (STF).

Gleisi aproveitou sua ida à vigília para falar também a respeito da importância de se manter a mobilização em Curitiba em favor de Lula Livre. “Lamentamos o eventual transtorno aos moradores, mas não fomos nós que trouxemos o ex-presidente Lula para cá, por meio de uma prisão arbitrária e sem provas, e não o deixaremos sozinho”, informou.

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