Relatório interno do TCU aponta ilegalidades no decreto de Portos, assinado por Temer

Foto: Marcelo Camargo / Agência Brasil

Um relatório interno elaborado por técnicos do Tribunal de Contas da União (TCU) coloca em dúvida o principal argumento de defesa do presidente Michel Temer no inquérito dos Portos, que apura se ele beneficiou empresas do setor de portos, como a Rodrimar, com a edição de um decreto em 2017. De acordo com o blog de Andreia Sadi, do portal G1, o documento do tribunal afirma que o Decreto dos Portos cria um contexto que poderia, no futuro, beneficiar empresas com contratos anteriores a 1993. É o caso da Rodrimar. O relatório vai de encontro à defesa do presidente porque o principal argumento de Temer sobre o tema, até agora, é o de que a Rodrimar não poderia se beneficiar das regras que entraram em vigor em maio do ano passado. Ainda segundo a publicação, a investigação do TCU sobre o decreto estava apenas na secretaria que cuida de transportes. Mas, nos últimos dias, a investigação ganhou o reforço de uma secretaria do tribunal – de combate à corrupção – que faz a articulação com a Polícia Federal e com o Ministério Público Federal.

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