Daily Archives: 18 de fevereiro de 2018

Vídeo mostra bastidores de transferência dos sequestradores do ex-prefeito de Valença

Foto: Divulgação/SSP_BA

Um vídeo divulgado nas redes sociais pela Secretaria de Segurança Pública da Bahia (SSP-BA), neste domingo (18), mostra um pouco dos bastidores da transferência dos sequestradores do empresário e ex-prefeito de Valença, Ramiro Campelo. 

Márcio Reis dos Santos, o ‘Bradock’, Geraldo Alves de Carvalho Neto, Carlos Eduardo Rabello e André Luís Maciel Santos foram presos pelo Departamento de Repressão e Combate ao Crime Organizado (Draco) da Polícia Civil, na última quarta-feira (14), na cidade paulista de Caçapava. O grupo manteve o empresário em seu poder durante 25 dias. Com os sequestradores, a polícia recuperou 451 mil doláres que havia sido pagos pela família. 

Os presos chegaram a Salvador no final da tarde deste sábado (17) em uma aeronave do Grupamento Aéreo (Graer) da Polícia Militar foi utilizada para fazer a transferência de São Paulo para capital baiana. 

Assista:

Por: BNews

Bolsonaro opina sobre intervenção no Rio: ‘Remendo’

© Fabio Rodrigues Pozzebom / Agência Brasil

Líder nas intenções de voto para as eleições presidenciais em cenários sem Lula, o ex-capitão do Exército e deputado federal Jair Bolsonaro (PSC-RJ) usou as suas redes sociais para opinar sobre a intervenção federal na Segurança Pública do Rio de Janeiro. E atirou para todos os lados.

De acordo com o parlamentar, que garante apoiar a intervenção federal que repassou a segurança no Estado às Forças Armadas por meio de decreto presidencial, é preciso dar retaguarda jurídica aos agentes, garantindo que nenhum dele será investigado por atitudes cometidas durante o período de intervenção.

“O que falta ao nosso policial militar, civil, federal, agente penitenciário, da Polícia Rodoviária Federal, e passando pelos integrantes das Forças Armadas para cumprir a sua missão é retaguarda jurídica, o excludente de ilicitude em operação. [É] uma garantia que lá na frente não será submetido a uma auditoria militar ou a um tribunal do júri. Só tratando essa questão a partir disso podemos discutir segurança no Rio de Janeiro e no Brasil”, opinou.

Sem mudarmos as Leis, que protegem os marginais, essa Intervenção será apenas um remendo. Jair Bolsonaro. pic.twitter.com/82ieoCL92d

— Jair Bolsonaro (@jairbolsonaro) 17 de fevereiro de 2018
Bolsonaro criticou a forma com que a intervenção foi decidida – “nos porões do Palácio do Planalto, longe dos integrantes das Forças Armadas” –, e destacou acreditar que tudo não passe mais uma vez de “um remendo”, questionando as chances de sucesso. Todavia, ele defendeu ações energéticas e, se necessário, mais violência na capital fluminense.

“A insegurança no Rio de Janeiro tem que ser combatida com energia ou, se for o caso, com mais violência ainda. E com o excludente de ilicitude para o nosso agente da lei. Deus salve o nosso Rio de Janeiro”, completou o ex-capitão do Exército.

Em outra mensagem, o deputado defendeu que o presidente Michel Temer (MDB) deveria “dar o exemplo” e deixar o cargo, junto com os seus principais ministros, para que “a faxina tenha legitimidade”, fazendo referência às acusações de corrupção que pairam sobre a atual cúpula do governo federal.

“O exemplo tem que vir de cima. Logo deveria Temer e Ministros envolvidos em corrupção afastarem-se do Poder para que a faxina tenha legitimidade!”.pic.twitter.com/9ovUSqWYUF

— Jair Bolsonaro (@jairbolsonaro) 18 de fevereiro de 2018
Sobrou até para o ministro da Defesa, Raul Jungmann (PPS). Para Bolsonaro, Temer deveria se livrar de um ministro que é “comunista e desarmamentista”, referindo-se à postura de Jungmann enquanto deputado federal, sendo um dos líderes do Estatuto do Desarmamento, que vigora no Brasil há 13 anos.

Embora mantenha o forte discurso em favor dos agentes de segurança, Bolsonaro é réu no Supremo Tribunal Federal (STF) por incitação ao crime de estupro e injúria. O caso ainda não tem data para ser julgado. Com informações do Sputnik Brasil.

Temer convoca conselho de Defesa e manda auxílio policial ao CE

© Adriano Machado/Reuters

Após decretar intervenção na segurança pública do Estado do Rio de Janeiro, o presidente Michel Temer decidiu fazer uma reunião dos conselhos nacionais de Defesa e da República nesta segunda-feira (19), em Brasília, além de enviar auxílio policial ao Estado do Ceará.

Os conselhos de Defesa Nacional e da República são órgãos consultivos da Presidência da República e são formados, entre outros, pelos presidentes da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), e do Senado, Eunício Oliveira (MDB-CE), além da cúpula das Forças Armadas.

A reunião será no Palácio da Alvorada, às 10h.

Entre as atribuições dos conselhos, está “opinar sobre a decretação do estado de defesa, do estado de sítio e da intervenção federal”. Os órgãos são formados por 23 autoridades.

CEARÁ

Em nota divulgada neste domingo (19), o Ministério da Justiça afirmou que está enviando reforço policial ao Ceará “diante dos últimos acontecimentos” no Estado.

Intervenção é paliativo com efeito político publicitário, diz sociólogo

© Fernando Frazão/ Agência Brasil

A intervenção das Forças Armadas na segurança pública no Rio de Janeiro é uma aposta alta do presidente Michel Temer (MDB) em um modelo que traz mais efeitos políticos que soluções para a violência urbana fluminense.

É o que aponta o sociólogo Michel Misse, 66, coordenador do Núcleo de Estudos da Cidadania, Conflito e Violência Urbana da Universidade Federal do Rio de Janeiro.

“Num momento de crise e de incapacidade das polícias de dar uma resposta razoável para o medo da população, chamar as Forças Armadas é uma forma politicamente eficiente de produzir, no curto prazo, uma sensação de segurança na cidade”, avalia. “Mas, se o critério for o aumento da violência, tem que intervir no Ceará e em tantos outros Estados com índices mais altos que os do Rio.”

Para Misse, o emprego das Forças Armadas é velho conhecido do Rio, não tem substância em termos de política pública nem resolve problemas que são estruturais. “A militarização da segurança vai no sentido contrário da modernização desejada para o sistema de Justiça Criminal, que compreende polícias, Ministério Público, Judiciário e sistema penitenciário”, diz.
(Por-Noticias ao minuto)

Diretores do BNDES ganham mais de R$ 100 mil por mês

@DR Instituição justifica os altos salários fazendo uma comparação com os bancos privados, que oferecem vencimentos ainda maiores aos seus dirigentes

O BNDES é o banco estatal federal que paga as maiores remunerações aos seus diretores, segundo dados da Lei de Acesso à Informação publicados pela Folha de S. Paulo neste domingo (18). O salário fixo da diretoria do banco é de R$ 80.110,10. Já o presidente da instituição ganha R$ 87,4 mil. Eles ainda recebem remuneração variável e outros benefícios.

Como explica a publicação, ao valor da renda fixa, soma-se ainda a remuneração variável, que depende de metas alcançadas. Em 2016 (último dado disponibilizado pelo banco), a renda média por mês é equivalente a R$ 105 mil. De acordo com o BNDES, os executivos não tiveram aumento de salário em 2017.

Fora a renda fixa e a variável, a diretora do banco também recebe benefícios, como auxílio-alimentação, de R$ 1.613,49, e podem solicitar auxílio-moradia, de R$ 1.800. A instituição explica que somente dois diretores sem residência na cidade usufruem deste último benefício.

Os salários são menores do que nos bancos privados, mas superam as demais instituições financeiras federais.

No Banco do Brasil, incluindo pagamento de bônus baseados em ações e remuneração variável, o vencimento mensal dos executivos é equivalente a R$ 87,4 mil mensais. Na Caixa, o salários somado à remuneração variável é de cerca de R$ 60 mil.

O BNDES justifica os altos salários fazendo um comparação com os bancos privados, que oferecem vencimentos ainda maiores aos seus dirigentes. No Bradesco, por exemplo, o rendimento médio dos diretores superou R$ 140 mil em 2016. No Itaú, foi de R$ 84 mil. Considerando bônus e participação de lucros, esses valores chegam a R$ 280 mil e R$ 364 mil mensais, respectivamente.

Ainda de acordo com a instituição, o valor pagos aos seus diretores é maior entre os bancos estatais porque ele possui apenas nove executivos no alto escalão, contra 39 do Banco do Brasil e 33 da Caixa. Segundo o banco, a responsabilidade dos executivos é maior.
(Por-Noticias ao minuto)

Maia promete criar comissão para fiscalizar intervenção federal

© Beto Barata/PR/Flickr – Palácio do Planalto

O presidente da Câmar, Rodrigo Maia, prometeu criar uma comissão para fiscalizar a intervenção federal no estado do Rio. O anúncio foi feito logo após reunião para tratar da intervenção, neste sábado (17), no Palácio Guanabara, na capital fluminense.

” Vamos criar um observatório na Câmara para que esta operação seja eficaz para todos os cidadãos” disse Maia. “A decisão foi do governo federal, e nosso papel é fiscalizar. É a primeira situação deste tipo que acontece pós-Constituinte. Nosso trabalho é para fiscalizar uma situação que é extraordinária. Vamos fiscalizar sempre em conjunto, no diálogo, dizendo onde está caminhando bem e onde está caminhando mal”, concluiu.

Segundo o Globo, o presidente da Câmara afirmou que se reunirá com a equipe técnica e jurídica da Câmara para montar o observatório, que deverá ser formado por servidores e deputados. Maia disse que a ideia partiu dele. O deputado Pedro Paulo (PMDB) havia feito uma proposta de criação de um grupo de controle externo.

“Será feito pela Câmara, que é a Casa do Povo. Vamos fiscalizar tudo. A intervenção não acontecia desde a ditadura. Vamos acompanhar os indicadores de violência, os resultados das ações da intervenção, de que forma estão distribuídas as tropas, se estão concentradas só na capital e região metropolitana ou se estão espalhadas por todo o estado.”
(Por-Noticias ao minuto)