31/12/2012

Hospital público de São Sebastião do Passé fecha as portas por falta de médicos



A única unidade de saúde que a população de São Sebastião do Passé contava para atendimento médico fechou as portas neste domingo (30). Na manhã desta segunda (31), apenas seguranças compareceram ao Hospital Municipal Albino Leitão (HMAL) para dar expediente. A decisão foi tomada pela direção da unidade após uma confusão na tarde deste domingo, que acabou na delegacia do município da Região 
Metropolitana de Salvador (RMS). O jovem Matheus de Jesus dos Santos, de 16 anos, deu entrada no hospital com um corte na cabeça, mas apenas duas técnicas de enfermagem estavam de plantão. Revoltados com a falta de um médico para realizar uma simples sutura, três parentes do efêmero que o acompanhavam deram início a uma depredação do espaço, que acabou com portas, janelas e equipamentos danificados. A polícia foi acionada, mas ao chegar ao local os envolvidos já tinham seguido para o Hospital do Subúrbio, em Salvador, onde o rapaz recebeu atendimento. A supervisora do HMAL, Zoraide Alves, as duas enfermeiras e um segurança prestaram queixa na delegacia e junto com os dirigentes administrativos decidiram encerrar as atividades no local, pelo menos até a posse da nova gestão, nesta quarta-feira (1º). Em entrevista ao Bahia Notícias, a servidora contou que a ausência dos profissionais é por conta do não pagamento dos salários. “Trabalho há 25 anos aqui e nunca passei por isso. A situação no HMAL é precária”, contou.
 

Prefeita Tânia Portugal não despacha na prefeitura desde novembro
 
Segundo a funcionária pública, o atual secretário municipal de Saúde foi comunicado, mas até o momento nenhuma satisfação ou determinação foi dada. Desde que perdeu as eleições, a atual prefeita do município, Tânia Portugal (PCdoB), não é vista mais na cidade. Além do caos na Saúde, que afeta também o atendimento dos 13 postos de saúde, alguns já com os atendimentos suspensos, a cidade sofre nos últimos dias com a falta de coleta e varrição dos lixos das ruas. "Vamos aguardar a posse do novo prefeito para ver se ele tira de imediato tudo isso da memória dos sebastianenses", lamentou Zoraide. De acordo com o Sindicato dos Servidores Municipais (Sinspuss), que entrou no início de dezembro com uma representação junto ao Ministério Público da Bahia (MP-BA) para alertar sobre os problemas enfrentados pelos servidores e pela população, os médicos que deixaram de atender encaminharam ofícios ao Conselho Regional de Medicina (Cremeb) com explicações pelas quais abandonaram os serviços.

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